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Paraíso oriental

14/12/2009

No jardim japonês, a beleza é estática e harmoniosa. Só a água e os peixes se movimentam, enquanto o homem usufrui momentos de intimidade com a natureza.

O paisagismo oriental é uma das mais elevadas formas de arte e espiritualidade. As lições de sabedoria que a cultura oriental nos revela são inúmeras e, na maioria dos casos, soam como verdadeiros bálsamos em meio à correria dos dias contemporâneos.

Um espaço no quintal da casa, por exemplo, pode se transformar no refúgio ideal para momentos de contemplação e reflexão. Assim é o jardim japonês, onde o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte. A começar pelo conceito empregado pelos japoneses como a expressão da essência na natureza em um local limitado. Para tanto, plantas, pedras, carpas, cascata, bambu, entre outros, são estrategicamente dispostos, proporcionando, assim, a harmonia ideal.

"Os aspectos filosóficos desses jardins são muito importantes, já que em sua concepção levamos em conta todos os significados dos elementos. Em suma, eles dão margem para a contemplação das fases da vida e nos lembram que ela é simples", revela o engenheiro civil Luiz Omoto, especialista nessa área.

Para Omoto, que já morou no Japão e visitou diversos países como China e Coréia, embutir seus princípios em uma sociedade ocidental é um grande desafio. "Apesar dessa sabedoria milenar, as pessoas ainda estão caminhando lentamente para seu conhecimento. Muitos valores ainda precisam ser revistos devido aos problemas culturais do Brasil", pondera o engenheiro.

 

Liliana Onozato - Folha de Londrina - Caderno Casa e Conforto (05 de dezembro de 2007).